Com participação ativa do Instituto Federal de Mato Grosso, Campus Juína, foi concluída a primeira etapa do Projeto RENAS-7, Revitalização da Bacia do Rio 7 de Setembro, no município de Castanheira (MT). A iniciativa representa um avanço significativo na gestão ambiental do município e posiciona a região como referência em conservação hídrica na Amazônia Meridional.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Ambiental Rio Perdido (IARP), a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), a Prefeitura de Castanheira e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). A coordenação envolve o professor Josemir Paiva (IFMT), o professor Wagner Smerman (redes estadual e municipal de ensino) e, no âmbito local, o biólogo Aldione Chemppi, egresso do IFMT Campus Juína e servidor do município de Castanheira.
Diagnóstico das nascentes
Durante a primeira etapa, as equipes realizaram um amplo levantamento em áreas urbanas e rurais da bacia do Rio 7 de Setembro, principal fonte de abastecimento hídrico do município. Ao longo de meses de trabalho de campo, foram identificadas e avaliadas 422 nascentes.
Os dados apontam que a maioria apresenta algum nível de degradação, principalmente em função do uso inadequado do solo, evidenciando a necessidade de ações estruturadas de recuperação ambiental.
Ações de recuperação
Além do diagnóstico, o projeto avançou na implementação de medidas práticas de restauração. Nascentes urbanas e periurbanas passaram por intervenções como limpeza de áreas degradadas, retirada de resíduos, controle de espécies invasoras, recomposição da vegetação nativa e implantação de estruturas de proteção, como o sistema caxambu.
Em áreas consideradas críticas, as ações contribuíram para a recuperação do fluxo hídrico, redução do assoreamento e melhoria das condições para regeneração natural.
Conservação do solo e da água
Outro destaque da etapa foi a adoção de técnicas de conservação do solo e da água. A construção de barraginhas e estruturas associadas em pontos estratégicos tem contribuído para reduzir o escoamento superficial, aumentar a infiltração e favorecer a recarga hídrica da bacia.
Educação ambiental e mobilização
O projeto também desenvolveu ações voltadas à educação ambiental e ao engajamento da comunidade. Foram realizados eventos, reuniões, atividades educativas e dias de campo, envolvendo produtores rurais, estudantes e a população local.
“As ações do RENAS-7 demonstram o papel do IFMT na articulação entre ensino, pesquisa e extensão, levando conhecimento técnico para as ações e, ao mesmo tempo, formando estudantes e fortalecendo a consciência ambiental da comunidade. É uma iniciativa que gera impacto direto na qualidade de vida da população”, destaca o professor Josemir Paiva, coordenador do projeto.
As áreas recuperadas passaram a funcionar como unidades demonstrativas, promovendo a difusão de práticas sustentáveis e o fortalecimento da consciência ambiental no território.
Próximas etapas
Com a conclusão da primeira fase, o RENAS-7 estabelece uma base técnica e social para a continuidade das ações. A segunda etapa já está em planejamento e deverá ampliar as intervenções, com foco no cercamento e isolamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e na expansão da construção de barraginhas.
A iniciativa avança como uma política pública em consolidação, reforçando a importância da proteção das nascentes para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável de Castanheira.
- Confira o relatório das ações desenvolvidas pelo projeto:
Relatório técnico dsa ações de levantamento, diagnóstico e recuperação ambiental (Renas-7)







